Cerca de 90% das colecções, provêm de ofertas, feitas por mais de 1.500 doadores. Apenas uma pequena parte resulta de aquisições, legados ou depósitos, Não existe propriamente uma política de aquisição atendendo à quase inexistência de verbas para o efeito. Por outro lado, as muitas e valiosas doações têm vindo a preencher as lacunas cronológicas da história do traje. As colecções incidem essencialmente sobre o traje civil, ilustrando a evolução da indumentária e respectivos acessórios, do séc. XVII à actualidade, usada pela aristocracia e pela alta burguesia.
As colecções são compostas por têxteis, nomeadamente traje feminino, masculino e de criança e outras peças relacionadas com a vocação deste museu. Nestas, se inclui em grande número e variedade de estilos e épocas, os mais diversificados acessórios usados dos pés à cabeça: sapatos, meias, luvas, leques, bolsas, lenços, xailes, chapéus, entre outros, de diferentes materiais, formatos e cores. Bijuteria, jóias, botõe e fivelas constituem ainda outros sectores que o museu vem reunindo provenientes de doações particulares.
A colecção de roupa interior deverá ainda ser mencionada como uma das mais ricas e variadas do museu, abrangendo também um período desde os finais de seiscentos aos nossos dias. Completam a colecção de indumentária trajes circunstanciais, trajes ocupacionais bem como indumentária de variadas profissões e desportos. Os Trajes populares portugueses completam este plurifacetado conjunto de indumentária, sendo de referir que os trajes regionais são da sua esmagadora maioria do século passado, datáveis de 1940.
As colchas, peças de bragal, bordados e uma vasta colecção de rendas de diversa proveniência nacional e internacional, constituem um núcleo de algum apreço e representatividade.
Fazem ainda parte das colecções algumas peças de pintura, escultura e artes decorativas, nomeadamente de ourivesaria, cerâmica e mobiliário, bem como um apreciável conjunto de bonecas, brinquedos e jogos didácticos.